quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

2014: PLANOS, FÉ E RECOMEÇO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JANEIRO DE 2014.
COLUNA: COMPORTAMENTO

Mais um ano se inicia e com ele renovamos as nossas metas e planejamos estratégias para alcançarmos o que queremos. Certamente você fará uma retrospectiva de tudo o que vivenciou em 2013. Notará que já fez isso em anos anteriores e não conseguiu realizar tudo o que idealizou e por consequência, se culpou, achou-se incapaz e se frustrou.

Há maneiras mais realistas de fazer planos para o ano que está aí. Estabelecer poucos objetivos e viver um dia por vez são maneiras de começarmos a produzir pensamentos com os pés fincados no chão. Sejamos mais sinceros conosco e percebamos as nossas próprias limitações. Você já se perguntou o que realmente anseia e o que de fato deseja? Para isso, é necessário se conhecer melhor, fazendo um mergulho para dentro de si, no intuito de adquirir autoconhecimento. Quando isso ocorre, o planejamento fica mais realista e bem mais alcançável. A psicoterapia pode lhe auxiliar nesse processo.

Quais são os nossos verdadeiros desejos? Como posso querer emagrecer, se não modifico a minha forma de me alimentar e não pratico nenhum tipo de exercício físico? Como sonhar em ganhar na mega-sena sem nunca ter jogado? Complicado, não é mesmo? As metas devem ser precisas, pois se permanecerem vagas, dificilmente conseguiremos êxito naquilo que queremos de fato.

Os ciclos que se iniciam com a chegada do ano novo devem perdurar durante todos os meses. Afinal, a vida nos dá oportunidades de começarmos, recomeçarmos e de planejarmos o que queremos. Tenhamos mais sensibilidade para perceber!

Há os que gostam de fazer planos e os que não planejam tanto assim... Independentemente de como você for, tenha em mente de que não adianta somente projetar, sem existir o mínimo esforço para a execução do que quer. Criemos mais expectativas em nós mesmos e menos nos outros. Passo a passo e sem auto cobranças excessivas, podemos nos focar com mais clareza naquilo que desejamos realmente.

Vamos viver o hoje, planejar o hoje, para que as oportunidades que estão presentes não se pareçam imperceptíveis aos nossos olhos. Cuidar da saúde física e emocional são os pontos chave para que consigamos alcançar os nossos objetivos.

Um 2014 repleto de saúde, conquistas e planos mais reais para todos os leitores!

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06\110133

 


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ESPÍRITO NATALINO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE DEZEMBRO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

O natal é a época em que as cidades e as casas ficam mais coloridas e iluminadas e as pessoas mais emotivas. A união e a compaixão parecem estar mais presentes. Essa época também nos proporciona reflexões de tudo o que fizemos, conseguimos, ganhamos ou perdemos durante todo o ano. Por isso, não considere estranho se você se flagrar nostálgico ou triste, já que esses são uns dos sentimentos típicos dessa ocasião.

Muitos já estão idealizando comemorar a festa natalina com os entes queridos ou com os amigos. Porém, nem todos conseguirão festejar de maneira como idealizaram. Se esse for o seu caso, se ocupar com atividades que proporcionam prazer é uma boa alternativa, como decorar a casa com a tradicional árvore ou com os adornos pertinentes ao natal. Precisamos cultivar o hábito de aprendermos a apreciar a nossa própria companhia e conseguir tirar proveito das nossas expectativas reais.

Se você tem crianças em casa, instigue-as a participar das decorações da sua árvore. Com certeza, elas irão adorar, afinal, os aspectos lúdicos do natal não devem passar por despercebidos. Quando falamos dessa data para as crianças, elas se lembram do Papai Noel, não é mesmo? A fantasia infantil de sua existência é saudável e necessária para os pequenos e precisa ser respeitada. Cada criança compreende de uma maneira muito particular, e seria interessante se percebessem sozinhas o mundo imaginário e o mundo real, que só ocorre quando há o surgimento de um raciocínio mais lógico e maduro - por volta dos sete anos de idade.

Sabemos também que nessa época existe a troca de presentes, que é muito bacana, porém, precisamos ensinar as crianças sobre o verdadeiro significado do Natal. Aprender a doar e a compartilhar é muito positivo para todos, e quanto antes passarmos esses conceitos a elas, melhor. O nosso exemplo é sempre a forma mais inteligente de contribuir para a educação de uma criança. 


Desejo aos leitores que o espírito natalino perdure por todos os meses de 2014 e que o consumismo não supere toda a ingenuidade do Natal!

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica 

 CRP: 06/110133.                                                                                                           

                                                                                               

















sexta-feira, 15 de novembro de 2013

OBESIDADE E AUTO ESTIMA

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE NOVEMBRO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

Através dos meios de comunicação ou no nosso próprio cotidiano, assuntos referentes à obesidade feminina estão em evidência. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal, com potencial prejuízo à saúde. 

O foco desse texto não está pautado nos fatores prejudiciais, pois isso já se fala em exaustão, mas sim em como as mulheres com sobrepeso se sentem e vivenciam tudo isso. 

Por mais que estejamos vivendo em um mundo contemporâneo, em que alguns tabus e paradigmas já foram vencidos, ainda percebemos a existência do preconceito e da discriminação.  Muitos acreditam que a mulher acima do peso ideal precisa ser afável, eficiente e simpática, como uma maneira de compensar os seus quilos a mais, com o objetivo de ser aceita e de suprir as rejeições sofridas.

Essa ideia não pode mais ser fortalecida. O ponto principal não só na mulher, mas no ser humano em geral, não pode ser destinado ao quesito aparência e sim aos aspectos característicos que cada um de nós possuímos, ou seja, em nós, como um todo. 


A auto estima tem que estar presente dentro de nós, independentemente se somos gordos, baixos, altos ou magros. 


Um exemplo positivo a ser citado é o mercado das modelos Plus Size, que cresce consideravelmente, em que existem mulheres que encontraram em seu aspecto físico a beleza, e mais importante que isso, encontraram formas de se auto valorizarem, tais como são.

Os padrões estabelecidos pela nossa sociedade são demasiadamente exigentes com as mulheres e aquelas que não os seguem, são vistas  com olhares de reprovação. Isso precisa ser mudado, não acham?

Valorizarmo-nos e nos gostarmos mais como realmente somos, são ótimas atitudes para que deixemos de satisfazer o desejo do outro e dessas regras impostas. 

A visão de que as mulheres que apresentam sobrepeso possuem dificuldades de serem amadas e desejadas, precisa fazer parte de um preconceituoso passado.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758.

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

GAMES: DIVERSÃO EXIGE LIMITES


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE OUTUBRO DE 2013 
COLUNA: COMPORTAMENTO

O universo dos computadores, internet, celulares de última geração e jogos eletrônicos faz cada vez mais parte do nosso cotidiano. Os games estão despertando muito o interesse dos jovens, adultos e principalmente das crianças, e alguns deles são bastante divertidos. Porém, precisamos utilizá-los com cautela, já que podem se tornar viciantes.

Estudos apontam que o neurotransmissor Dopamina gera sensação de bem estar, atuando como uma "recompensa" ao indivíduo.
Os jogos, em geral, podem proporcionar esse prazer, mas é preciso discernir que precisam ser usados como um gostoso passatempo e não como um gerador de dependência.

Um aspecto relevante que podemos observar nos usuários compulsivos é que, por meio dos personagens existentes em jogos, imaginam conseguir ser o que não são na vida real. Já que os personagens possuem características heróicas, buscam alcançar a sua auto realização, ganhando e perdendo suas limitações pessoais de forma fantasiosa e, em algumas vezes, de maneiras agressivas.

Os pais devem impor limites aos filhos, estabelecendo horários de uso e realizando constantes supervisões na rotina das crianças em relação aos jogos, pois dedicar-se muito tempo a eles  pode acarretar malefícios para a saúde física e psíquica.

Alguns sinais de dependência precisam ser observados, tais como:

- Comportamentos agressivos;
- Obesidade;
- Dificuldades no convívio social;
- Diminuições do rendimento e do interesse escolar;
- Alterações no sono.

A prática do diálogo em casa deve imperar e, apesar de serem interessantes, os jogos não devem prevalecer no ambiente familiar para que não ocorra o distanciamento e a perda de interesse da criança em seu convívio social.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758


sábado, 14 de setembro de 2013

PAIS, FILHOS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE SETEMBRO DE 2013. 
COLUNA: COMPORTAMENTO

 O tema desse mês fala de um assunto que agrada tanto crianças quanto adultos: Animais de estimação. Para crianças, a importância da presença desses bichinhos é bastante positiva, já que podem acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento deles e com isso, adotarem comportamentos de responsabilidade, uma vez que os animais exigem cuidados. Já, os pais precisam ensinar aos filhos a cuidá-los de maneira adequada. A idade ideal para adquirir um animalzinho é por volta dos 6 anos, época em que começam a entender melhor sobre o senso de responsabilidade e sobre os cuidados.

 Existem pesquisas que constatam que a presença de um bichinho de estimação pode ajudar a contribuir na comunicação no lar. Quando há a decisão de adquirir um animal de estimação, precisamos ter em mente que eles se parecem com os humanos, no que diz respeito ao nascer, se desenvolver e morrer. Devemos informar isso com clareza aos pequenos.

 As visitas ao veterinário devem ser frequentes e as vacinas precisam estar em dia, afinal tudo isso faz parte do 'cuidar com comprometimento'. Para os adultos, além de bons companheiros, a interação com os animais pode auxiliá-los a diminuir o grau de ansiedade. Perceba que sensação boa sentimos quando somos recebidos pelos bichinhos em casa depois de um dia estressante de trabalho! 

 Os cães, conhecidos como os melhores amigos do homem, estão cada vez mais participativos em ambientes hospitalares, onde fazem visitas às crianças internadas, sujeitas a longos períodos de tratamento. Eles proporcionam muitos sorrisos e instigam os pacientes a demonstrarem sua afetividade, além de promoverem descontração e bem estar. Esse trabalho faz parte de um movimento chamado 'terapia animal assistida'.

 Independentemente de quais sejam, curtam os seus bichinhos e observem quantas alegrias eles podem nos proporcionar e como reagem bem a um carinho nosso! 

 Até a próxima! 

 Thaísa Riul - Psicóloga Clínica 
CRP: 06/110133
(11) 98373-5757

sábado, 10 de agosto de 2013

A CRIANÇA E O LUTO



TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE AGOSTO DE 2013.
COLUNA: COMPORTAMENTO

A morte é vista pelos mais diferenciados ângulos e abrange aspectos religiosos e culturais. Cada um de nós a compreende da maneira mais “suportável” possível. O que de fato sabemos é que é um processo doloroso e faz com que adquiremos emoções difíceis de serem lidadas.

O luto é um processo natural e bastante pessoal, já que assim como a morte, o vivenciamos de forma única e individual.

Crianças geralmente são muito sensíveis a isso, certamente por ainda não terem subsídios e maturidade cognitiva para conseguirem lidar com os seus sentimentos e emoções.

Os pais precisam conversar com seus filhos a respeito do luto. O comportamento evitativo só faz com que a criança adote pensamentos disfuncionais sobre a morte e na tentativa de protegê-los, o adulto pode apresentar dificuldades ao tratar desse assunto.

Ao conversarmos sobre morte com crianças, devemos agir com clareza e naturalidade e quanto menos criarmos discursos fantasiosos, melhor. Lógico, que não podemos nos esquecer de respeitar a faixa etária e levar em consideração a compreensão que cada criança tem sobre a morte.

Uma pessoa próxima seria a mais indicada para dar uma notícia de morte a uma criança, já que com os vínculos formados, ela pode acreditar nessa informação.

Algumas atitudes podem ser adotadas, como:


Fazer com que a criança enfrente o luto e aprenda a lidar com ele, no intuito de não ignorá-lo. A criança precisa vivenciar o luto;


O choro é uma maneira de elaboração. Não repreenda uma criança se flagrá-la chorando. Permita-se chorar também;

Se a criança quiser participar dos procedimentos do funeral, apoie-a. Caso contrário, respeite-a. Deixar esse assunto livre para que ela escolha é a melhor alternativa;


Falar do luto pode fazer com que a criança consiga demonstrar melhor as suas emoções. Jamais passe a ideia de que nada aconteceu.

Se adotarmos o comportamento de compartilhar a nossa dor com as crianças, estaremos auxiliando-as a expor seus sentimentos e pensamentos em relação a morte.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758




segunda-feira, 15 de julho de 2013

FÉRIAS - Período de interagir com as crianças


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JULHO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

As férias estão aí! Para quem tem filhos, é chegada a época de programar um tempinho para as crianças, afinal, elas merecem a nossa atenção. Podemos aproveitar esse período para promovermos momentos juntos, nas realizações de diversas atividades.

Algumas pessoas irão se perguntar: como conseguir aproveitar as férias se o dinheiro está curto? Digamos que esse pensamento infelizmente faz parte do nosso cotidiano, já que vivemos na época do materialismo. Não podemos nos esquecer do quanto são saudáveis as brincadeiras simples.

Que tal começarmos a adquirir o comportamento de desligarmos a TV, o vídeo game e o computador? O que notamos hoje em dia são crianças dominando o mundo virtual, cada vez mais sedentárias e se esquecendo de vivenciar o mundo lúdico da infância. Os jogos eletrônicos podem até ser interessantes, porém, se usados de forma excessiva, distanciam o relacionamento entre pais e filhos.

Cabe a nós pais educadores, nos vigiarmos para não transmitir aos nossos filhos a ideia de que o dinheiro se encarrega daquilo que é de nossa responsabilidade fazer.

Parques e praças são ótimas opções para promovermos a interação. Picnics, bicicletas e patins são bem vindos nesses ambientes, sem falar que fazem a criançada queimar energia e movimentar o corpo.

Crianças são muito criativas e para isso, momentos na cozinha para preparar o bolo de sua preferência com a ajuda deles pode ser divertido! Sem falar de que gostam de ouvir histórias e de explorar sua imaginação. Nada melhor do que livros infantis para esse momento!

Quanto aos jogos, podemos encontrar uma grande opção deles que promovem interação entre pais e filhos.

Lembremo-nos de que crianças necessitam da nossa disponibilidade e da nossa presença. Poder dedicar a eles momentos juntos são benefícios que conseguiremos sentir a longo prazo.

O amor é uma construção contínua, fortalecida todos os dias com comprometimento e responsabilidade. 

Ofereçamos a eles um modelo de vida mais simples e que faça sentido.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758