segunda-feira, 28 de julho de 2014

A CHEGADA DO IRMÃO MAIS NOVO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JULHO DE 2014.
COLUNA: COMPORTAMENTO

A chegada de um novo membro na família exige dos pais mais paciência e dedicação ao filho mais velho, que, por sua vez, até então, reinava absoluto na casa.

 Um dos primeiros passos para que encaremos essa nova etapa da vida é saber que uma certa dose de ciúme será inevitável, e que, em boa parte dos casos, os pimpolhos adotam alguns comportamentos que se assemelham aos de um bebê (o que chamamos de regressão).

 Envolver o primogênito desde a notícia da gravidez até o nascimento do irmão fará com que ele se sinta mais seguro e menos ameaçado. Faça com que ele participe da nova rotina da família, deixando-o estar presente nos momentos das compras das roupinhas do irmão, levando-o quando possível às sessões de ultrassonografia, explicando a ele (nesse caso, a mamãe) que você se ausentará por alguns dias para o nascimento e depois voltarão para que eles possam se conhecer. Quando isso acontecer, peça a sua ajuda para pegar as fraldas e acessórios para o banho, proporcionando momentos de interação entre todos vocês.

Não estou dizendo que será uma tarefa fácil, pois sabemos que não é - afinal, sua atenção estará dividida entre os cuidados que deve ter por um bebê e os cuidados que deverá continuar tendo com o pequeno ciumento. Porém, reserve um momento só para vocês dois, em que poderão conversar, brincar e trocar carícias.

 Mesmo assim, percebam que poderá ocorrer algum tipo de sofrimento ao irmão mais velho, mesmo porque, apesar de os pais amarem a sua prole, não será da mesma forma, já que cada filho é único e individual e possuem suas próprias características e necessidades.

 Muitas crianças desejam ter os pais só para eles e, com a chegada do irmão, podem sentir-se preteridos e inseguros, já que um novo bebê trará o findar dos seus ideais egocêntricos. A rivalidade pode surgir a partir do momento em que o primeiro filho percebe o amor que está recebendo dos pais, avaliando se esse sentimento é suficiente ou não, se é justo ou não, o que nem sempre condiz com a realidade dos pais.

 De qualquer maneira, o diálogo e o afeto ainda são muito bons aliados para que toda essa avalanche de comportamentos e emoções seja amenizada.

 Se mesmo assim perceberem que seu filhote está sofrendo e agindo de maneira agressiva e impulsiva diante dessa nova fase, procure a ajuda de um psicólogo.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133

CIÚME - QUANDO O SENTIMENTO SE TORNA PATOLÓGICO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JUNHO DE 2014
COLUNA: COMPORTAMENTO

Ciúme. Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu. O ciúme é um sentimento, assim como o amor, a tristeza, o medo e a felicidade, por isso, não estamos “vacinados” contra ele. Porém, tudo que é em excesso e o que nos causa sofrimento sai do campo da normalidade para adentrar ao patológico.
Algumas pessoas dizem que sentem um “ciúme saudável”em suas relações amorosas. Isso realmente pode acontecer. Esse tipo de ciúme é até bacana para dar uma “apimentada” no relacionamento. Popularmente dizendo, podemos compará-lo ao tempero que colocamos na comida. Se for adicionado na medida certa fica saboroso, mas em demasia ninguém aguenta, não é mesmo? Dessa mesma forma é o ciúme exagerado

Existem alguns indícios de que o ciúme está patológico, tais como:

- O indivíduo deixa de fazer algo que gosta e que já fazia antes para não aborrecer o parceiro (a).

- Rastrear aparelhos eletrônicos com o intuito de controlar o ambiente em que o parceiro (a) está.

- “Monopolização” da relação, ou seja, o casal se afasta dos antigos amigos e até mesmo da família para viver somente para o parceiro (a).

- Acordar no meio da noite e ligar para averiguar onde o parceiro (a) está.

- Perda da individualidade do casal, como se um pudesse somente fazer ou estar onde o seu parceiro (a) está. Já não existem programas individuais, como o futebol com os amigos ou o café com as amigas.

- Inspecionar roupas, procurando vestígios de adultério.

- Crises de insônia, devido ao fato de o ciumento querer saber onde o parceiro (a) possa estar.

- Contratação de profissionais como detetives para investigar uma possível traição.

Na verdade, o ciumento patológico imagina que está ou pode ser traído a qualquer momento, o que lhe gera angústia e sofreguidão. Não consegue imaginar a hipótese do companheiro (a) desisitir da relação, o que naturalmente pode acontecer, já que o ciumento acaba afastando/sufocando o ser amado. Não há a necessidade de existir motivos reais para tais. Normalmente são pessoas com autoestima baixa e inseguras. Esse tipo de pessoa sofre tanto com a sensação de posse, que em muitas vezes perde a oportunidade de vivenciar o relacionamento de uma maneira leve e de curtir momentos agradáveis com o parceiro (a) e o medo da perda é tamanha que o seu comportamento torna-se extremamente controlador. 

Qualquer pessoa pode sentir ciúme, porém se causar prejuízo, sofrimento de ambas as partes ou desconforto já deixa de ser saudável. A psicoterapia pode ajudar o ciumento patológico a se comportar de maneira mais real ao que vivencia em suas relações, assim como trabalhar sua autoestima, valorização e segurança. Já a psicoterapia de casal, pode ser muito válida para ambos, já que em alguns casos o parceiro (a) acaba reforçando o comportamento de ciúme do companheiro (a) ciumento (a).


Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: Educação sexual é fundamental e deve começar dentro de casa


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE MAIO DE 2014
COLUNA: COMPORTAMENTO
A maternidade é um momento muito especial na vida de uma mulher, não é mesmo? É através dela que entramos em contato com um tipo de amor que chamamos de incondicional e, a partir desse novo ciclo, tudo se transforma dentro do nosso mundo psíquico e ao nosso redor. Aliados à gestação, o senso de responsabilidade e os autocuidados precisam estar aguçados. Gravidez não é doença, mas exige cautela e acompanhamento profissional, já que uma vida está sendo gerada dentro de nós.
Mas, infelizmente, não são todas as mulheres que passam pelo privilégio de planejar a vinda de um filho, principalmente quando ela atravessa o período da adolescência, em que a menina está em processo de busca de identidade e ainda não está cognitivamente madura para cuidar de outro ser. Segundo fontes de informação, a gravidez precoce ainda é considerada alta no Brasil. A educação sexual precisa ser feita primeiramente dentro de casa e, apesar de constatarmos que atualmente é exposta nos mais diferenciados meios de informação pública e nas escolas, continua sendo da incumbência dos pais ou responsáveis um diálogo aberto, com o mínimo de preconceitos possíveis e com naturalidade.
Para um adulto esclarecer ao seu filho que sexo não é feio e pecaminoso, ele precisa estar ciente de que não é mesmo. É necessário ter preparação e, se houver dúvidas por parte dos tutores, que haja o interesse em buscar as informações precisas. Esse tipo de orientação não pode ser direcionado somente as meninas: os meninos também precisam ser muito bem instruídos. Mesmo assim, se os pais não se sentirem confortáveis em conversar sobre sexo, devem procurar um auxílio profissional. O importante é que o jovem não atravesse sua adolescência permeado por dúvidas e incertezas sobre sexo, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e gravidez precoce.
Outro fator que não pode ficar fora da pauta é que, de acordo com relatos de algumas jovens que engravidaram precocemente, apesar de terem sido orientadas de forma clara pelos pais, se descuidaram contraceptivamente, burlando as regras do uso do anticoncepcional e sem o uso de preservativos. A jovem grávida necessita de apoio profissional, tanto de psicólogos quanto de médicos, já que uma gravidez na adolescência é considerada de risco. Sem contar que, em alguns casos, o significado de uma gestação nessa fase da vida é de afastamento do mercado de trabalho e interrupções escolares, pelo fato de as meninas terem que se dedicar aos cuidados com seus filhos, principalmente nos primeiros anos de vida da criança.
Diálogo, orientação e precaução devem andar sempre juntos.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP - 06/110133



domingo, 6 de abril de 2014

PACIENTES DE CIRURGIA BARIÁTRICA: Dedicação e disciplina são fatores primordiais no processo pós-operatório


TEXTO PUBLICADO PELA  "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE ABRIL DE 2014
COLUNA : COMPORTAMENTO
A cirurgia bariátrica ou cirurgia de redução de estômago é um procedimento que vem ganhando força no Brasil. E os números explicam essa alta. Uma pesquisa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - realizada em 2011 apontou que a obesidade atinge 16,9% das mulheres e 12,5% dos homens brasileiros.
Recentemente, a ANS (Agência Nacional de Saúde), incluiu em suas normas uma cobertura mínima de 12 consultas psicológicas anuais para os pacientes que irão passar pela cirurgia. Entre as várias funções, o psicólogo será o responsável por auxiliar o seu paciente no controle dos impulsos alimentares e emocionais. 
Nesses casos, a atuação do psicólogo favorece o discernimento das angústias e medos que naturalmente são vivenciados pelos pacientes. Em geral, ninguém está 100% preparado para uma cirurgia, por mais planejada que seja. 
É válido considerar ainda aspectos físicos e mentais. Esse tipo de intervenção não é recomendada para todos que ultrapassam o índice de massa corpórea a partir de 40 Kg/MG. E em alguns casos, por mais que o indivíduo apresente esses quesitos, não se mostra apto cognitivamente para tamanha mudança. Esses pacientes precisam ser avaliados por médicos e psicólogos para que haja a conclusão se realmente estão preparados e dispostos a se submeter aos procedimentos.
Um dos fatores que irão pesar na decisão dos profissionais é a percepção de que o paciente tem consciência sobre a necessidade de tolerância e aceitação da nova rotina. Muitos imaginam que somente a cirurgia será capaz de livrá-los definitivamente da obesidade, o que não é verdade. Quem passa pela operação não pode se esquecer dos desconfortos, da dedicação e da disciplina que terão que adquirir no processo pós-operatório. O histórico alimentar precisará sofrer modificações severas.
Relatos apontam que o primeiro ano pós-cirúrgico é determinante para um procedimento bem sucedido. É certo que o paciente terá que seguir uma dieta específica para não engordar novamente. Esse é um dos motivos pelos quais o indivíduo necessita ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar.
A inserção da psicologia também pode auxiliar de forma positiva, facilitando uma comunicação amistosa entre o paciente e sua equipe.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133



segunda-feira, 24 de março de 2014

TRANSTORNOS ALIMENTARES: Saiba como identificar e tratar bulimia e anorexia

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE MARÇO de 2014 COLUNA: COMPORTAMENTO 

 Os transtornos alimentares são considerados patologias que comprometem a saúde, causando severos prejuízos. Dentre os diversos existentes, os mais populares são a anorexia nervosa e a bulimia nervosa e, geralmente, afetam mais as mulheres do que os homens e ocorrem entre a infância e a adolescência. Porém, há relatos de surgimento em mulheres que já atingiram a idade madura.


A anorexia nervosa é caracterizada pela perda excessiva do peso corporal. As mulheres que sofrem desse transtorno buscam a qualquer custo a magreza e geralmente são vítimas de dietas imediatistas e radicais, pois há uma distorção de sua própria imagem, ou seja: ao se olharem no espelho, enxergam-se gordas, muito diferente do que realmente estão (excessivamente magras, a ponto de deixarem os seus ossos evidentes). Atualmente, percebemos esse tipo de doença mais presente nas adolescentes, por desejarem seguir os padrões das manequins, que se apresentam com a estética magra e longilínea. São mulheres que apresentam comportamentos perfeccionistas, distorções cognitivas e rigidez de comportamento. Essas mulheres relatam sentir vergonha e repulsa ao próprio corpo e restringem a sua alimentação, em muitas vezes, sem acompanhamento médico, até chegar ao jejum completo. Além disso, consideram que apenas um copo de água já é o suficiente para que engordem. A partir daí, chegam a ficar com a saúde tão prejudicada, que muitas se tornam amenorréicas (não menstruam mais). Sem contar que os aspectos emocionais ficam à flor da pele.

Na bulimia nervosa, o indivíduo (geralmente mulheres também) sente culpa em comer compulsoriamente e, por isso, adquire o hábito de induzir o próprio vômito. Essa manobra faz com que ele imagine poder comer tudo o que quiser, sem restrições alimentares, já que colocam tudo o que ingeriram para fora de seu organismo. Esse tipo de comportamento traz um alívio momentâneo e, ao contrário da anorexia, não existe o desejo de emagrecer exageradamente. Nessa patologia, o ideal seria um acompanhamento adequado, com planejamento alimentar, para que a pessoa acometida pela bulimia não mais precisasse provocar o vômito, já que esse processo, além de prejudicá-la emocional e psicologicamente, acarreta em diversos danos à saúde. Acompanhamentos médico e nutricional, aliados à psicoterapia, devem fazer parte do tratamento. 

As técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental no caso dos transtornos alimentares vêm se mostrado bastante eficaz, já que ajuda o paciente a detectar os seus pensamentos disfuncionais, suas crenças negativas e resgate de autoestima, fazendo com que assimile a ideia de que a busca pelos padrões estéticos, reforçados pela mídia e pela própria sociedade, não pode ser movida a limites extremos.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP 06/110133


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TRABALHAR EM EXCESSO: Quais são os limites para uma vida profissional


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE FEVEREIRO DE 2014
COLUNA: COMPORTAMENTO

WorkAholic é uma expressão americana, destinada aos indivíduos viciados em trabalho, que não conseguem se desligar desse ambiente, mesmo após o término do seu expediente,  apresentando características compulsivas. Normalmente essas pessoas investem tanto sua energia no campo profissional, que deixam de vivenciar outras áreas de sua vida, como a social, a afetiva e a cultural. Em casos mais acentuados, isolam-se das outras pessoas, mantendo a maior parte dos seus círculos de amizades dentro do seu local de trabalho. Pessoas que se comportam dessa maneira dificilmente respeitam e cumprem o seu horário de almoço. Normalmente, chegam ao trabalho antes do previsto e procuram sempre manipular dispositivos eletrônicos enquanto se alimentam.
Por causa das sobrecargas e esgotamentos físicos e mentais, algumas pessoas com as características mencionadas podem desenvolver a Síndrome de Burnout. Uma das peculiaridades desse transtorno psíquico é que ele afeta mais os profissionais que trabalham diretamente com o público, porém, qualquer outra atividade pode desencadeá-lo.
A Síndrome de Burnout pode surgir a partir do momento em que ocorre o esgotamento do indivíduo, por ter se tornado um compulsivo por trabalho. Esse termo em inglês refere-se a queimado/esgotado. É assim que a pessoa acometida por esse transtorno se sente. A síndrome do esgotamento físico e mental no trabalho, dar-se-á pela dedicação exacerbada a esse campo, como se o indivíduo não conseguisse enxergar-se além de seu ambiente profissional.  Na maioria dos casos, sentem-se fracassados, incompreendidos e se cobram muito.
Alguns dos sintomas presentes na Síndrome de Burnout são:
Enxaqueca;
Irritabilidade;
Fadiga física constante;
Distúrbios relacionados ao sono;
Dificuldade em tomar iniciativas;
Disfunções sexuais;
Dificuldades em aceitar mudanças;
Falta de concentração e atenção;
Comportamentos de isolamento.
O trabalho faz muito bem ao ser humano, e é também através dele que desenvolvemos a nossa dignidade, experiência, aprendizado e adquirimos renda. Mas, quando praticado em excesso e classificado como prioridade de vida, deixa de ser trabalho, passando a se tornar patologia. Afinal, nós não somos somente trabalho. Somos uma junção de muitas outras coisas!
Se você perceber que se enquadra  nestas características e está se sentindo prejudicado por isso, procure ajuda profissional. O tratamento médico, aliado à psicoterapia, é uma ótima alternativa para a melhora desse estado patológico.
Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133




quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

2014: PLANOS, FÉ E RECOMEÇO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JANEIRO DE 2014.
COLUNA: COMPORTAMENTO

Mais um ano se inicia e com ele renovamos as nossas metas e planejamos estratégias para alcançarmos o que queremos. Certamente você fará uma retrospectiva de tudo o que vivenciou em 2013. Notará que já fez isso em anos anteriores e não conseguiu realizar tudo o que idealizou e por consequência, se culpou, achou-se incapaz e se frustrou.

Há maneiras mais realistas de fazer planos para o ano que está aí. Estabelecer poucos objetivos e viver um dia por vez são maneiras de começarmos a produzir pensamentos com os pés fincados no chão. Sejamos mais sinceros conosco e percebamos as nossas próprias limitações. Você já se perguntou o que realmente anseia e o que de fato deseja? Para isso, é necessário se conhecer melhor, fazendo um mergulho para dentro de si, no intuito de adquirir autoconhecimento. Quando isso ocorre, o planejamento fica mais realista e bem mais alcançável. A psicoterapia pode lhe auxiliar nesse processo.

Quais são os nossos verdadeiros desejos? Como posso querer emagrecer, se não modifico a minha forma de me alimentar e não pratico nenhum tipo de exercício físico? Como sonhar em ganhar na mega-sena sem nunca ter jogado? Complicado, não é mesmo? As metas devem ser precisas, pois se permanecerem vagas, dificilmente conseguiremos êxito naquilo que queremos de fato.

Os ciclos que se iniciam com a chegada do ano novo devem perdurar durante todos os meses. Afinal, a vida nos dá oportunidades de começarmos, recomeçarmos e de planejarmos o que queremos. Tenhamos mais sensibilidade para perceber!

Há os que gostam de fazer planos e os que não planejam tanto assim... Independentemente de como você for, tenha em mente de que não adianta somente projetar, sem existir o mínimo esforço para a execução do que quer. Criemos mais expectativas em nós mesmos e menos nos outros. Passo a passo e sem auto cobranças excessivas, podemos nos focar com mais clareza naquilo que desejamos realmente.

Vamos viver o hoje, planejar o hoje, para que as oportunidades que estão presentes não se pareçam imperceptíveis aos nossos olhos. Cuidar da saúde física e emocional são os pontos chave para que consigamos alcançar os nossos objetivos.

Um 2014 repleto de saúde, conquistas e planos mais reais para todos os leitores!

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06\110133

 


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ESPÍRITO NATALINO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE DEZEMBRO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

O natal é a época em que as cidades e as casas ficam mais coloridas e iluminadas e as pessoas mais emotivas. A união e a compaixão parecem estar mais presentes. Essa época também nos proporciona reflexões de tudo o que fizemos, conseguimos, ganhamos ou perdemos durante todo o ano. Por isso, não considere estranho se você se flagrar nostálgico ou triste, já que esses são uns dos sentimentos típicos dessa ocasião.

Muitos já estão idealizando comemorar a festa natalina com os entes queridos ou com os amigos. Porém, nem todos conseguirão festejar de maneira como idealizaram. Se esse for o seu caso, se ocupar com atividades que proporcionam prazer é uma boa alternativa, como decorar a casa com a tradicional árvore ou com os adornos pertinentes ao natal. Precisamos cultivar o hábito de aprendermos a apreciar a nossa própria companhia e conseguir tirar proveito das nossas expectativas reais.

Se você tem crianças em casa, instigue-as a participar das decorações da sua árvore. Com certeza, elas irão adorar, afinal, os aspectos lúdicos do natal não devem passar por despercebidos. Quando falamos dessa data para as crianças, elas se lembram do Papai Noel, não é mesmo? A fantasia infantil de sua existência é saudável e necessária para os pequenos e precisa ser respeitada. Cada criança compreende de uma maneira muito particular, e seria interessante se percebessem sozinhas o mundo imaginário e o mundo real, que só ocorre quando há o surgimento de um raciocínio mais lógico e maduro - por volta dos sete anos de idade.

Sabemos também que nessa época existe a troca de presentes, que é muito bacana, porém, precisamos ensinar as crianças sobre o verdadeiro significado do Natal. Aprender a doar e a compartilhar é muito positivo para todos, e quanto antes passarmos esses conceitos a elas, melhor. O nosso exemplo é sempre a forma mais inteligente de contribuir para a educação de uma criança. 


Desejo aos leitores que o espírito natalino perdure por todos os meses de 2014 e que o consumismo não supere toda a ingenuidade do Natal!

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica 

 CRP: 06/110133.                                                                                                           

                                                                                               

















sexta-feira, 15 de novembro de 2013

OBESIDADE E AUTO ESTIMA

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE NOVEMBRO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

Através dos meios de comunicação ou no nosso próprio cotidiano, assuntos referentes à obesidade feminina estão em evidência. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal, com potencial prejuízo à saúde. 

O foco desse texto não está pautado nos fatores prejudiciais, pois isso já se fala em exaustão, mas sim em como as mulheres com sobrepeso se sentem e vivenciam tudo isso. 

Por mais que estejamos vivendo em um mundo contemporâneo, em que alguns tabus e paradigmas já foram vencidos, ainda percebemos a existência do preconceito e da discriminação.  Muitos acreditam que a mulher acima do peso ideal precisa ser afável, eficiente e simpática, como uma maneira de compensar os seus quilos a mais, com o objetivo de ser aceita e de suprir as rejeições sofridas.

Essa ideia não pode mais ser fortalecida. O ponto principal não só na mulher, mas no ser humano em geral, não pode ser destinado ao quesito aparência e sim aos aspectos característicos que cada um de nós possuímos, ou seja, em nós, como um todo. 


A auto estima tem que estar presente dentro de nós, independentemente se somos gordos, baixos, altos ou magros. 


Um exemplo positivo a ser citado é o mercado das modelos Plus Size, que cresce consideravelmente, em que existem mulheres que encontraram em seu aspecto físico a beleza, e mais importante que isso, encontraram formas de se auto valorizarem, tais como são.

Os padrões estabelecidos pela nossa sociedade são demasiadamente exigentes com as mulheres e aquelas que não os seguem, são vistas  com olhares de reprovação. Isso precisa ser mudado, não acham?

Valorizarmo-nos e nos gostarmos mais como realmente somos, são ótimas atitudes para que deixemos de satisfazer o desejo do outro e dessas regras impostas. 

A visão de que as mulheres que apresentam sobrepeso possuem dificuldades de serem amadas e desejadas, precisa fazer parte de um preconceituoso passado.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758.

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

GAMES: DIVERSÃO EXIGE LIMITES


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE OUTUBRO DE 2013 
COLUNA: COMPORTAMENTO

O universo dos computadores, internet, celulares de última geração e jogos eletrônicos faz cada vez mais parte do nosso cotidiano. Os games estão despertando muito o interesse dos jovens, adultos e principalmente das crianças, e alguns deles são bastante divertidos. Porém, precisamos utilizá-los com cautela, já que podem se tornar viciantes.

Estudos apontam que o neurotransmissor Dopamina gera sensação de bem estar, atuando como uma "recompensa" ao indivíduo.
Os jogos, em geral, podem proporcionar esse prazer, mas é preciso discernir que precisam ser usados como um gostoso passatempo e não como um gerador de dependência.

Um aspecto relevante que podemos observar nos usuários compulsivos é que, por meio dos personagens existentes em jogos, imaginam conseguir ser o que não são na vida real. Já que os personagens possuem características heróicas, buscam alcançar a sua auto realização, ganhando e perdendo suas limitações pessoais de forma fantasiosa e, em algumas vezes, de maneiras agressivas.

Os pais devem impor limites aos filhos, estabelecendo horários de uso e realizando constantes supervisões na rotina das crianças em relação aos jogos, pois dedicar-se muito tempo a eles  pode acarretar malefícios para a saúde física e psíquica.

Alguns sinais de dependência precisam ser observados, tais como:

- Comportamentos agressivos;
- Obesidade;
- Dificuldades no convívio social;
- Diminuições do rendimento e do interesse escolar;
- Alterações no sono.

A prática do diálogo em casa deve imperar e, apesar de serem interessantes, os jogos não devem prevalecer no ambiente familiar para que não ocorra o distanciamento e a perda de interesse da criança em seu convívio social.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758


sábado, 14 de setembro de 2013

PAIS, FILHOS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE SETEMBRO DE 2013. 
COLUNA: COMPORTAMENTO

 O tema desse mês fala de um assunto que agrada tanto crianças quanto adultos: Animais de estimação. Para crianças, a importância da presença desses bichinhos é bastante positiva, já que podem acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento deles e com isso, adotarem comportamentos de responsabilidade, uma vez que os animais exigem cuidados. Já, os pais precisam ensinar aos filhos a cuidá-los de maneira adequada. A idade ideal para adquirir um animalzinho é por volta dos 6 anos, época em que começam a entender melhor sobre o senso de responsabilidade e sobre os cuidados.

 Existem pesquisas que constatam que a presença de um bichinho de estimação pode ajudar a contribuir na comunicação no lar. Quando há a decisão de adquirir um animal de estimação, precisamos ter em mente que eles se parecem com os humanos, no que diz respeito ao nascer, se desenvolver e morrer. Devemos informar isso com clareza aos pequenos.

 As visitas ao veterinário devem ser frequentes e as vacinas precisam estar em dia, afinal tudo isso faz parte do 'cuidar com comprometimento'. Para os adultos, além de bons companheiros, a interação com os animais pode auxiliá-los a diminuir o grau de ansiedade. Perceba que sensação boa sentimos quando somos recebidos pelos bichinhos em casa depois de um dia estressante de trabalho! 

 Os cães, conhecidos como os melhores amigos do homem, estão cada vez mais participativos em ambientes hospitalares, onde fazem visitas às crianças internadas, sujeitas a longos períodos de tratamento. Eles proporcionam muitos sorrisos e instigam os pacientes a demonstrarem sua afetividade, além de promoverem descontração e bem estar. Esse trabalho faz parte de um movimento chamado 'terapia animal assistida'.

 Independentemente de quais sejam, curtam os seus bichinhos e observem quantas alegrias eles podem nos proporcionar e como reagem bem a um carinho nosso! 

 Até a próxima! 

 Thaísa Riul - Psicóloga Clínica 
CRP: 06/110133
(11) 98373-5757

sábado, 10 de agosto de 2013

A CRIANÇA E O LUTO



TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE AGOSTO DE 2013.
COLUNA: COMPORTAMENTO

A morte é vista pelos mais diferenciados ângulos e abrange aspectos religiosos e culturais. Cada um de nós a compreende da maneira mais “suportável” possível. O que de fato sabemos é que é um processo doloroso e faz com que adquiremos emoções difíceis de serem lidadas.

O luto é um processo natural e bastante pessoal, já que assim como a morte, o vivenciamos de forma única e individual.

Crianças geralmente são muito sensíveis a isso, certamente por ainda não terem subsídios e maturidade cognitiva para conseguirem lidar com os seus sentimentos e emoções.

Os pais precisam conversar com seus filhos a respeito do luto. O comportamento evitativo só faz com que a criança adote pensamentos disfuncionais sobre a morte e na tentativa de protegê-los, o adulto pode apresentar dificuldades ao tratar desse assunto.

Ao conversarmos sobre morte com crianças, devemos agir com clareza e naturalidade e quanto menos criarmos discursos fantasiosos, melhor. Lógico, que não podemos nos esquecer de respeitar a faixa etária e levar em consideração a compreensão que cada criança tem sobre a morte.

Uma pessoa próxima seria a mais indicada para dar uma notícia de morte a uma criança, já que com os vínculos formados, ela pode acreditar nessa informação.

Algumas atitudes podem ser adotadas, como:


Fazer com que a criança enfrente o luto e aprenda a lidar com ele, no intuito de não ignorá-lo. A criança precisa vivenciar o luto;


O choro é uma maneira de elaboração. Não repreenda uma criança se flagrá-la chorando. Permita-se chorar também;

Se a criança quiser participar dos procedimentos do funeral, apoie-a. Caso contrário, respeite-a. Deixar esse assunto livre para que ela escolha é a melhor alternativa;


Falar do luto pode fazer com que a criança consiga demonstrar melhor as suas emoções. Jamais passe a ideia de que nada aconteceu.

Se adotarmos o comportamento de compartilhar a nossa dor com as crianças, estaremos auxiliando-as a expor seus sentimentos e pensamentos em relação a morte.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758




segunda-feira, 15 de julho de 2013

FÉRIAS - Período de interagir com as crianças


TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JULHO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

As férias estão aí! Para quem tem filhos, é chegada a época de programar um tempinho para as crianças, afinal, elas merecem a nossa atenção. Podemos aproveitar esse período para promovermos momentos juntos, nas realizações de diversas atividades.

Algumas pessoas irão se perguntar: como conseguir aproveitar as férias se o dinheiro está curto? Digamos que esse pensamento infelizmente faz parte do nosso cotidiano, já que vivemos na época do materialismo. Não podemos nos esquecer do quanto são saudáveis as brincadeiras simples.

Que tal começarmos a adquirir o comportamento de desligarmos a TV, o vídeo game e o computador? O que notamos hoje em dia são crianças dominando o mundo virtual, cada vez mais sedentárias e se esquecendo de vivenciar o mundo lúdico da infância. Os jogos eletrônicos podem até ser interessantes, porém, se usados de forma excessiva, distanciam o relacionamento entre pais e filhos.

Cabe a nós pais educadores, nos vigiarmos para não transmitir aos nossos filhos a ideia de que o dinheiro se encarrega daquilo que é de nossa responsabilidade fazer.

Parques e praças são ótimas opções para promovermos a interação. Picnics, bicicletas e patins são bem vindos nesses ambientes, sem falar que fazem a criançada queimar energia e movimentar o corpo.

Crianças são muito criativas e para isso, momentos na cozinha para preparar o bolo de sua preferência com a ajuda deles pode ser divertido! Sem falar de que gostam de ouvir histórias e de explorar sua imaginação. Nada melhor do que livros infantis para esse momento!

Quanto aos jogos, podemos encontrar uma grande opção deles que promovem interação entre pais e filhos.

Lembremo-nos de que crianças necessitam da nossa disponibilidade e da nossa presença. Poder dedicar a eles momentos juntos são benefícios que conseguiremos sentir a longo prazo.

O amor é uma construção contínua, fortalecida todos os dias com comprometimento e responsabilidade. 

Ofereçamos a eles um modelo de vida mais simples e que faça sentido.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758


domingo, 16 de junho de 2013

SEJAM BEM VINDOS!


Sou psicóloga clínica e dentro da psicologia, sigo a abordagem cognitivo-comportamental. Atendo crianças, adolescentes e adultos, incluindo os de terceira idade. Sinto muita satisfação com o que faço, gosto de gente, acredito no ser humano e por isso sou feliz na minha profissão!

Criei esse espaço para expor um pouco do meu trabalho.

Gosto muito de escrever, por isso sempre que possível, postarei alguns dos meus textos divulgados nos meios de comunicação, que abordam diversos temas a respeito da minha profissão e que com certeza, são inerentes aos fatos que ocorrem conosco ao longo do nosso cotidiano.

Boa leitura! Bons pensamentos! 
    Thaísa Riul CRP: 06/110133  - (11) 98373-5758



RELACIONAMENTOS CONTEMPORÂNEOS



TEXTO PUBLICADO PELA "SUCESSO EM REVISTA" NO MÊS DE JUNHO DE 2013
COLUNA: COMPORTAMENTO

Fazemos parte de um mundo que diariamente se modifica com o surgimento de novos acontecimentosVivenciamos novas experiências em todos os aspectos das nossas vidas e diante dessas transformações, como estão os relacionamentos amorosos na era moderna?

Se olharmos para trás, percebemos que os relacionamentos de antes eram mais preestabelecidos que os de hoje. O primeiro passo era o início de um namoro, depois a troca de alianças como uma afirmação de continuidade a esse namoro e, consequentemente o casamento. O homem cumpria o papel de provedor, enquanto a mulher se dedicava aos afazeres domésticos e na criação dos filhos.

Algumas formas diferentes de relacionamentos surgiram com o decorrer do tempo e uma delas é o “ficar”, assunto bastante praticado pelos adolescentes. O ficar seria uma das maneiras de se conseguir obtenção de prazer imediato, com o intuito de experimentar a relação, como um evento que pode ou não anteceder ao namoro. Alguns casais optam também por conviverem por um período em um mesmo ambiente, como forma de “testarem” o relacionamento para observarem se terão ou não sucesso. Já, outros, preferem preservar suas individualidades, morando em casas separadas. E há também os casais que optam por não terem filhos.

O casamento mudou bastante em relação ao que era. Um dos fatores pertinentes deve-se ao fato da conquista da mulher no mercado de trabalho, que se tornou independente financeiramenteatuante na dividas despesase que quase não tem disponibilidade para se dedicar aos atributos do lar, já que passa um tempo considerável em seu trabalho e em muitos casos, procura conciliar os seus compromissos com ambiente doméstico, com os filhos, com a profissão e com o parceiro.

individualidade também faz parte dessa trajetória. Muitos de nós já ouvimos a frase de que o casamento são dois corpos em um só. Hoje conseguimos ter uma melhor percepção a respeito disso. Digamos que existam dois sujeitos, com personalidades, ideias, gostos e histórias de vida distintas, que se unem no intuito de partilharem de uma vida juntos, e que apesar de todas essas diferenças, têm um desejo conjunto, um projeto de vida a dois, enfim, uma identidade conjugal. Quem sabe esse seria o grande fascínio do casamento atual? Saber que apesar de todas as diferenças e dificuldades, podemos sim conviver como parceiros e mantermos relacionamentos saudáveis!

Não poderíamos fechar o assunto sem mencionar a rotina, um dos maiores problemas que o casal enfrenta e ela, atrelada ao estresse de trabalho e aosproblemas financeiros, pode se tornar maçante. O casal precisa se policiar quanto a não se voltar somente para o que ocorre consigo mesmo, para que não haja a quebra do diálogo, que por consequência, torna-se um fator geradorde discussões que levam ao desgaste da relação.

Independentemente da forma que escolhermos os nossos relacionamentosamorososas palavras tolerância, flexibilidade, respeito e admiração não saem de moda, portanto vamos fazer com que elas façam parte do nosso cotidiano,afinal, um relacionamento que consista nessa junção de predicados, dificilmente não será promissor.

Thaísa Riul - Psicóloga Clínica
CRP: 06/110133
(11) 98373-5758